quinta-feira, 13 de outubro de 2011

Uma pequena carta


Meu doce menino.. confesso que pouco sei sobre o amor, mas do pouco que sei escrevo estas palavras desesperadas para tentar aliviar-me de toda essa loucura. Os meus dias giram em torno da doçura que deixas-te ainda no meu moletom predileto. Uso-o todas as noites na esperança de que um pouco desse calor teu -que obviamente, se foi a muito tempo- aqueça esse meu corpo que te implora cada segundo a mais passado. Um passado que se faz presente, todos os dias. Eu e você, lembra-se? Das juras que não mais queríamos fazer por medo de não cumpri-las corretamente, porque nosso amor nos levava a total loucura. Não queríamos a razão, queríamos um ao outro. Hoje, cá estou só, esperando o dia nascer novamente e seu rosto aparecer para eu me apaixonar por ti mais uma vez, como sempre tem sido. O amor tem um jeito meio bobo de nos surpreender.. ainda me lembro das tuas brincadeiras, por mais bobas que fossem, que me faziam gargalhar naquelas nossas noites em claro.. me lembro das tuas mãos nas minhas em momentos que nada precisava ser dito, apenas tu comigo e eu contigo ali, lado a lado, bastava para enfrentar qualquer situação ruim. Acredito fielmente que cada um de nós temos um único amor na vida, não importa se for por destino ou coincidência, tem sempre aquela pessoa que nunca será apagada mesmo que substituida por outra, tem sempre alguém que vai ficar marcado na mente e no coração, mesmo que anos se passem e o tempo insista em apagar, o amor quando é verdadeiro nem o tempo, que é o senhor da cura, consegue apagar dos corações. Amor foi quando eu te amei, quando eu tinha seu perfume em mim, amor foram os sorrisos sinceros, as palavras ditas sem querer, o medo de um perder o outro, aquele frio na barriga só de pensar que algo poderia nos separar.. amor é isso, é amar espontâneamente, sem esperar nada ou qualquer demonstração de afeto, é amar mesmo que sozinho, mesmo que não correspondido, é simplesmente amar, amar demais, amar em excesso, amar muitas vezes, pelo outro. 

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