segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

Meu grande amor,

Hoje acordei e encontrei nossa cama vazia. Sim, a única coisa que havia lá eram dois corpos: o seu e o meu. Agora o carinho, desejo, prazer, paixão… Já não estavam mais lá. Aquilo me fez ficar por ali, talvez por minutos, talvez por horas, te observando, e procurando entender o por que de todos os elementos essenciais que percorriam nossos lençóis, já não faziam isso. Olhei bem para teu semblante tranquilo, em sono profundo. Incrível como teus olhos são tão lindos, até mesmo fechados. Tua boca estava ligeiramente aberta, e tua respiração pesada. Quer dizer que estava num sono gostoso, mergulhando em sonhos. E esse fato imendou nos meus pensamentos: será que ainda sonha comigo? Ah, amor, antes a primeira coisa que fazíamos, antes mesmo de abrir os olhos, era narrar nosso sonhos. Sonhávamos com coisas que antes eram impossíveis, e agora, eram nossa realidade. A maioria das vezes sonhos extremamente parecidos, mas não importava: sempre contávamos um pro outro, ríamos, e permanecíamos deleitados entre carícias naquela cama, sempre cheia. Mas ultimamente, bom… Uma expressão de tédio, um sorriso amarelo que logo de manhã já carrega as preocupações do dia-a-dia, um beijo repleto de amor, mas oco de paixão, um adeus e mais mada: ”Nos vemos mais tarde, meu bem.” ”Sim, nos vemos.” Eu respondo sempre, com uma expressão saudosa num sorriso de canto de boca. Entende? Não, não entende minha saudade, porque nos vemos, mas não nos enxergamos. A saudade é de nós, e não saudade antecipada do meu amor que só aparece lá pras 6h, como deveria ser.

           Então, um dia desses, enquanto escovava teus brancos dentes de um sorriso amarelado, estava prestes a tomar uma decisão. Até perguntou - por curiosidade e não por preocupação - o por que de meu silêncio repentino, eu que sempre fui tão falante, e você sempre fez piadas sobre isso. Pois bem, respondi que não era nada. E quando eu digo que é nada, ah, meu bem, sempre soube que é tudo. Mas não questionou. E entrou pra lista, esse momento. Lista de motivos para fazer o que eu fiz. Bem, depois do nosso café da manhã juntos, bastante alienados e distantes, você saiu e eu fiquei, alegando que ia trabalhar mais tarde. Menti. Ah amor, juro que ainda fiquei um bom tempo pensando, que tentei encontrar outras soluções mais simples e mens dolorosas. Mas foi impossível. As lágrimas não deixaram meus olhos um segundo sequer, e ainda estão aqui, molhando esta carta. Subi as escadas com a decisão tomada, mas com as pernas pesadas, não obedecendo aos meus comandos. Analisei cada detalhe da nossa casa. Aquele porta-retratos que você alegou ser brega, e quando realmente me venceu e eu ia tirar da mesinha, mudou de idéia e praticamente ordenou que eu o deixasse lá. É a nossa foto mais linda amor. Lembro que no dia dizíamos que íamos tirar fotos espontâneas e… Ah amor, tenho que deixar de nostalgias, tenho de ser breve. Eu, depois de viajar em lembranças, abri nosso guarda roupa. Bagunçado como nossas vidas. Abri uma mala enorme, a única que eu tinha, a mesma que usei para botar minhas coisas quando me mudei pra nossa casa. Guardei cuidadosamente, porém rapidamente todas minhas coisas, que eu julgava nossas. Tentei não pensar muito, para não haver tempo para desistência. Troquei de roupa, prendi meus cabelos num rabo de cabalo, e coloquei aquele brinco de pérolas que você sempre disse combinar com meus sorriso. Este, não botei pra fora por nem um segundo: tu também costumava dizer que era meu maior atrativo, e não queria nenhum olhar sobre mim: queria ser invisível por aquelas ruas até chegar ao hotel. Ah amor, quando cheguei ao nosso jardim, cheio de flores e muito bem cuidado, que dava uma aparência normalíssima a nossa casa, pensei duas, três vezes antes de pôr o pé para fora do portão. Porque eu não sou de voltar atrás, você sabe, então se fosse, não voltaria tão cedo. Porque o plano nunca foi ir embora pra sempre, claro que não, amor. Mas tempo o suficiente pra deixar saudades. Pra você deixar seu comodismo de sempre e correr atrás de mim. Invadir meu quarto cheio de beijos e promessas. Amor, espero que entenda. Não se preocupe, eu voltarei antes que possa sussurrar meu nome todo.

Com amor, de sua amada.

As canções já não me dizem mais nada.

”Poderiam dizer teu nome…” Afinal tua graça me abria muitas portas, te levando comigo para o interior delas. O labirinto fica assustador, mesmo solado por um campo de flores, quando se está sozinho, meu bem. O vento pode derrubar um corpo sem rumo como o meu. Me pergunto se aqueles que comigo partilham de versos tristes, também possuem almas carregadas das palavras mais impactantes, escritas, e acima de tudo, sentidas, ou se são apenas palavras… Penso mais uma vez: sempre são apenas palavras. Mais uma estrofe, mais um gole; um verso bonito que logo será esquecido passeia por minha mente, por alguns (vários) instantes… As coisas boas da vida são realmente breves; nosso abraço tem de ser o mais demorado, nossa gargalhada a mais alta, o olhar mais penetrante; podem ser os últimos. Engraçado, essa filosofia de vida tão clichê, porém tão certeira.

O que nessa vida não é clichê?

Eu vomito um arco-íris de lembranças todos os dias, diretamente pro céu; o vazio logo é preenchido pela imensidão do azul, ”Posso pegar o quanto quiser, nunca faltará”, eu penso, enquanto deixo o azul navegar pelos novos mares do meu corpo. Acho que preciso do Sol para viver. É. Acho que preciso de acordar bem cedo, em horário tal que a Lua ainda esteja ali, disputando com aquela enorme esfera de fogo o espaço do infinito. Será que não vêem que há espaço para todos os astros? Será que assim como eu, que sou estrela presa em um só céu, de um só azul-marinho, não percebem que podem viajar pela aquarela das galáxias? Aliás… (…) Sabemos. Sabemos que não é fácil como dizem. Não é simples como pegar uma mochila, alguns sanduíches e dizer adeus para a mãe. Sabem que passar um dia fora de casa, sem notícias, é bem mais que um ato de rebeldia, e que a vida não voltaria ao normal se voltássemos para casa com a Cruz Vermelha nos procurando pela cidade. A vida é bem mais que essas utopias adolescentes, que um American Pie. Uma vez que os pés tateiam o chão, não podem mais viver sem um pouco da terra fime, diariamente. E com o tempo a gente vê que é possível manter a cabeça nas nuvens e o pé junto das raízes. 

Então, hoje te justifico meu receio, mesmo que não lhe deva essas intimidades há tempos. Se fosse só um passo, se um amor apenas fosse capaz de destruir barras de ferro… E se, meu bem, se eu pudesse sobrevoar teus arredores além de meus sonhos! Entenda que nosso caso é difícil demais; que se fôssemos investigação criminal, estaríamos arquivados. E mesmo que minhas palavras estejam confusas, e que nem meus sejam estes versos, inteiramente repassados e revisados por mim, pensados e carimbados, diferentes dos rascunhos perfumados e intensos que já lhe ofereci, ainda há um elo. De papel ou de vidro. Mas vidro não é areia? Vidro não vem e vai, com as ondas do mar, vidro não fica quente, esquenta nossos pés, acendem nossos passos, acolhem nossas caminhadas? Vidro não pode ser jogado ao vento, ciscando os olhos, cegando-nos dos sóis daqui de dentro e do céu? Então que seja papel. Que papel é madeira, é árvore. Está fincado pelas raízes, e protegido pelas leis da natureza. E que fé, essa minha, na natureza. Que fé nas coisas que a ciência não defime em teoremas, que não se encaixam nas equações.

Igual amor. Natureza é igual amor. Papel é igual amor.

A gente não explica, não vê como acontece, e nem procura saber. A gente sente, depois de pronto, e acha que está construindo algo. Mas já estava tudo premeditado, pela natueza, pelo destino, ou por um toque de mãos, uma troca de olhares… E o coração, bem, o coração só avisa a gente que o novo chegou. O coração só pergunta baixinho:

- Ó, moça, vai deixar entrar, tem certeza? Porque amor é furacão de fogo, é tempestade seca. E não tem como voltar atrás. Entra por debaixo da porta, espia pelo buraco da fechadura, é carregado pelo vento. E olha, se me permite. É até bom. É bom pra quem não sabe amar. Só ama. Pra quem não sabe dizer, mas lê até o que não está escrito. 

- Deixa entrar, deixa entrar. E se o papel rasgas, a gente cola.

E te perder de vista assim, é ruim demais.

”Te entendo não. E tento decifrar-te da mesma maneira que tento entender as inúmeras ordens do Universo, minhas manias, meus jeitos, meus encantos. Sou de perder noites e noites nessa busca insaciável e inútil por explicações. Tentei esconder as perguntas dentro do criado mudo, e procurei as respostas. O mais simplórias que sejam, não foram. Não apareceram. Engraçado como a gente ajuda a empurrar o carro dos outros e os vê seguindo viagem, felizes. Engraçado como tenho a resposta na ponta da língua para tudo que não diz respeito à mim, à nós. Tua falta é tão maior, e tu partir foi de avião. Alto, longe, veloz… Longe do alcance das minhas mãos e de minhas asas fracas, vulneráveis demais como aquela debaixo das penas, frágil, imprevisível. Eu havia decidido que era melhor não voar, desde que tivesse a certeza de que não precisaria de nada que me acolhesse lá embaixo: não teria. Resolvi seguir de pé no chão, por mais que o asfalto quente me queimasse nos dias de sol, e o piso molhado e gélido me deixasse escorregadia, do mesmo jeito que tu escorregou por entre os nós dos meus dedos. Ora andando, ora correndo. Parando para descansar, para pedir forças, ou pelo menos para retomar o rumo dos meus pensamentos. Andando, andando sim. Porque meu carro, quem empurra?
E dirigir sozinha é perigoso. Aqui só chove e minha cabeça ainda está lá junto das nuvens, carregadas e cinzentas. A solidão é traiçoeira e, viajando junto dela, a danada permite que vários males peçam carona. E vivo junto com ela, como melhores amigas e irmãs que somos, porque não há outro jeito. Antes só do que mal acompanhada. Tua companhia? Boa, sincera, tudo o que eu tinha. Engraçado como eu evito falar de amor com saudade, e mais hilário ainda como minhas tentativas são em vão. Como, depois da solidão, tu se tornou a coisa mais difícil de se livrar desse mundo. Se quero mesmo me livrar de ti, não sei. Talvez eu ainda cogite a hipótese de que tu pouse e me chame para voar. Que eu possa descansar minhas asas, meus pés, e minha cabeça em teu peito. Tu e a solidão, um anula o outro. A primeira regra de sobrevivência de uma moça como eu é colocar a amizade antes do amor. Concorde comigo que existem exceções em relação à amor-amigo, à amigas da onça como essa maldita solidão. Exceções em relações tão complexas como esse nosso triângulo amoroso. Como posso eu, ter dois amores, e nenhum ao mesmo tempo? As coisas vêm acontecendo comigo como quando se lê uma revista com alguém: tu, com receio de mandar o dono da revista esperar, deixa ir virando a página… E eu, mesmo involuntariamente, talvez por passividade, vou ficar pra trás… E quando me dou por mim, não li, e terei de ler sozinha. Sozinha. Eu e solidão. Nada de você, de avião… A moral de hoje é essa: enquanto meu amor voa, eu leio revista.

Ilusão

                                
Travestida de amor. Que cilada essa do destino, não é verdade, meu bem?! E eu, tola, praticamente me joguei naquele buraco, me deixei envolver pela rede, travestida de teus braços… E aqui, nessa queda sem fundo de um poço mais ainda, espero te encontrar encolhido contra a parede, ou pronto para me amparar alguns metros à diante. Ou talvez eu nem espere mais nada, e só fico aqui te sonhando para não deixar a mente vazia… Casa do diabo, dizem por aí. E nesse frio sabor de solidão, a gente não pode se deixar levar por desejos, por saudades. O caso é que é gostoso falar de ti e de meus receios. É gostoso a gente subir na nuvenzinha do verso e depois do último ponto final, cair bruscamente, abrir os olhos, sentir o impacto de um pesadelo que a gente vive acordado. Procurei o médico, o porteiro, teu síndico que tanto me gosta, meu vizinho que mal me conhece. Ninguém sabe do tal amor que a gente era, que eu ainda tenho. Sussurro teu nome, entre meus dentes cerrados, tentando quebrar o clichê que tua graça deixa no ar: não dá, meu bem, não dá. As pessoas se desconcertam, mexem no cabelo, olham para um lado e para o outro, me dão os seus pêsames. Aqui jaz. Uma porção de coisas, aqui jaz. E todo mundo faz questão de demonstrar uma falsa compaixão. É pena. É alívio de saber que está tudo em seu devido lugar quando batem a porta às minhas costas. É só no meu apartamento que não para de chover? Goteiras, umidades. O céu, solidário, está chorando junto comigo. Será que ninguém nunca foi atingido por uma tempestade? Os raios não param de cair no mesmo lugar. E se eu te contasse os segredos mais expostos do mundo? E te contasse histórias do amor mais infeliz da face da terra? Te convido para minha tormenta. O que falta aqui é teu calor. Tu vai me servir de sofá, de lareira, de colo, de amor.

quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

Nunca quis te dizer isto,mas


Tem como parar e perder o seu tempo? Pode ser o último texto que eu escreva para você. Por favor, leia com atenção? É… Eu acreditei realmente que seria para sempre. Eu confiei em você de olhos fechados. Eu quis você, de uma forma, que estava disposta a enfrentar o mundo. Eu amei você, de uma forma, que não me permito amar mais ninguém. Eu amei você, com objetivos, planos, e sonhos profundos demais. Talvez aí esteja o erro. Amei de mais.Quis demais. Sonhei demais. Fiz planos demais. E como sempre, eu caí. E caí feio. Pois com todos os outros, eu andava me protegendo. Com um tipo de armadura, para que eles não pudessem me atingir. E por que com você foi diferente? Explique-me! Nem eu mesma sei. Eu não quis usar minha armadura. Desde o começo, lembra? Sempre me fez sonhar em ser a sua garota. E o dia chegou. Fizemos tudo no momento errado. Ou nem era para ser. Pois antes eu te perdia, mas você voltava. E agora? Foi-se para nunca mais voltar. Levou meu coração junto contigo.  E minha felicidade. Espero que eles lhe ajudem em alguma coisa. Sei que meu coração não é lá essas coisas. Agora então… Ele deve estar com mais marcas que antes. E minha felicidade? Com você ela era tão linda… Já que levou, faça bom proveito. Use e abuse dela. Pois eu não quero vê-lo sofrendo por aí. Não quero vê-lo chorando, assim como eu estou. Eu sei que você é forte, meu mor. Quero dizer… Garoto. Não é mais meu. Como pôde ser tão frio comigo? Como pôde dar um fim, no que disse que seria para sempre? Você pediu para eu ficar com você, e eu prometi que ficaria.Agora eu sei apenas chorar, a vida é fria sem você aqui. Mas eu não irei me lamentar. Chega.O seu melhor é ficar sem mim? Tudo bem… Desejo-lhe toda a felicidade do mundo. Mas eu só queria entender, que se sabia que no final, não íamos dar certo, porque me pediu pra ficar? Por que me fez ter a “certeza” de que seria para sempre? Para quebrar minha cara? Para ferir meus sentimentos? Para pisar em meu coração? Para me fazer ter medo de amar? Para me fazer chorar o dia inteiro? Para me fazer abaixar a cabeça, para quem perguntar sobre você?
Então… Quero lhe agradecer. Sim… E eu não preciso dizer muitas coisas. Apenas por ter se preocupado comigo. Por ter me protegido. E ter me tomado dessa forma. Sei que agora tudo virou uma grande merda. Uma lembrança que eu necessito é de esquecer. Mas confesso, que até um ponto, tudo foi perfeito. Eu só queria saber aonde perdi o foco. Aonde e como, você foi se desapegando de mim, e parando de se importar. Enfim… Contudo, quero lhe dizer, que sim, eu o amei de verdade. E eu sei, que ninguém será capaz de amá-lo da forma que eu amei. E se achar, sei que será difícil. Pois para mim, é impossível. Cuide-se. Eu estarei aqui quando precisar. Eu sempre estive não, é mesmo? Quero lembrá-lo de uma coisa. Pequenas palavras. E com um significado verdadeiro: “Eu te amo.”. Peço-te para não duvidar. Pelo menos pela última vez. Nunca se esqueça, que você foi/é tudo para mim. E agora, com lágrimas nos olhos. Eu lhe digo… Adeus.

quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

Ele: Alô?

Ela: Eu te amo.

(silêncio)

Ele: Olha, eu…

Ela: Não, não fala nada. Me deixa pôr pra fora isso tudo. Eu sei que são 4 horas da manhã e eu te acordei sem me importar se você estaria com ela na sua cama ou não. Mas eu não quis deitar com essa vontade que eu estava de ouvir a tua voz. Sim, deitar. Porque há noites eu não consigo dormir pensando em nós. Olha, eu sei que você não gosta que te acordem durante a madrugada e sei até que você desliga o celular para não ser perturbado. Eu sei que eu deveria ter deletado seu número da minha agenda, eu sei disso. Quer dizer, eu deletei. Mas ele permaneceu gravado na memória. E isso é péssimo considerando a situação em que nos encontramos, não é? Mas olha, não desliga ainda. Eu sei que provavelmente você está fingindo estar falando com um amigo qualquer para que ela não note que sou eu a te ligar a essa hora. Eu sei que você deve estar passando a mão no rosto dela e rindo da sua cara de sono e do seu sorriso bobo. A noite está fria, então ela deve estar pedindo seu colo e aninhando-se em seus braços para roubar um pouco do calor do teu corpo para se aquecer. Diga a ela que você gosta de carinhos na nuca e que gosta que esses carinhos permaneçam até que você adormeça. Diga a ela que você odeia perfume doce demais. Eles te fazem espirrar e você fica irritado quando espirra. Diga a ela que você ama fazer cócegas e gosta de pão quentinho pela manhã juntamente com seu café-com-leite. Diga a ela que você aprecia quando roubam sua camisa para fazê-la de pijama. E que você gosta mais ainda quando o perfume fica. Diga a ela que você odeia perder no vídeo-game e que não gosta que mexam nas suas coisas. Você diz que tem sua “bagunça organizada”. (Ela sorri ao lembrar disso). Diga a ela que você gosta de contar como foi seu dia enquanto prepara o jantar. Ah, o mais importante. Não esqueça de dizer a ela o quanto você gosta de ouvir um “eu te amo.” E que ele precisa ser sincero. Só diga a ela para cuidar de você, do mesmo jeito que eu cuidaria, tá? E me desculpa por isso. Me desculpa por tudo que poderíamos ter sido e não fomos. Me desculpa por te amar tão perdidamente. Me desculpa por sentir tanto a tua falta. Se cuida pra mim, eu quero te ver bem. Eu te amo.

Ela desliga o telefone e ele encontra-se debruçado em lágrimas.

Ele: Eu também te amo. E ninguém vai tomar seu lugar.