Eram 23:00 de uma noite de domingo. Ela foi para a cama, com a esperança de que conseguisse dormir. Ele tomava conta de seus pensamentos, sendo o motivo de suas noites em claro, insônias e de seu coração partido. Ela não conseguia tirar ele de sua mente por nenhum segundo, isso estava sendo uma tortura para ela. Mas ela tinha solução? Nenhuma. Por quê? Porque ela não sabia explicar nada para ninguém, e, mesmo que soubesse, ela não explicaria, porque tem medo de que as pessoas a julgariam ou não saberia o que fazer, e nem o que falar. Isso para ela estava na cara que não seria passageiro, pois não era a primeira vez. Sim, ela já tinha passado por isso muitas vezes, e, por isso, tinha certeza de que dessa vez não seria passageiro de maneira alguma, e prometeu a si mesma que não ia acreditar em mais nenhum idiota que tentasse a iludir outra vez. 03:00 da manhã, e ela não conseguiu dormir. Não estava mais aguentando isso, levantou-se da cama, arrumou-se e saiu de casa procurando algum barzinho que estivesse aberto. Encontrou um barzinho, e lá, tinha um rapaz bonito sentado em um banco perto do balcão. Ela lembrou imediatamente de sua promessa, e foi pedir uma bebida sem olhar para o rapaz. Levou a bebida até uma mesa bem longe dele, para não correr algum risco de eles baterem papo, se apaixonar e se iludir mais uma vez. Foi tomando sua bebida, calmamente, pois não queria voltar pra casa tão cedo. O rapaz levantou-se de seu banco e foi conversar com ela. Tarde de mais para voltar à sua promessa. Bateram papo horas e horas, e ele a convidou para sua casa. Lá, conversaram mais, e, depois de mais noites em claro dela, ele a pediu em namoro. Ela aceitou, e se iludiu mais uma vez.

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