segunda-feira, 30 de abril de 2012
Nunca desisti...
É uma falta louca, tua voz rouca ecoa pelo meu quarto, a cama está mais fria, meu coração está quase congelando. Saudade do teu jeito. É falta do teu amor, falta do que um dia nós planejamos e fomos teu cheiro continua nos lençóis, tua camisa favorita ainda está jogada no chão. Tudo continua como você deixou quando partiu, digo, quase tudo. Meu coração se encontrada acabado, desgastado, em cacos, minhas esperanças foram levadas com o vento que tirava teus cabelos do lugar. Mas meu amor continua aqui, firme e forte esperando a hora em que você voltará correndo para os meus braços.
Você pode ter desistido de nós, mas, por mais que eu queira jamais desistirei do meu sonho. Eu sei que já se passou um bom tempo, mas também sei que você lê e re-lê as mensagens de amor que um dia te mandei, sei que olha nossa foto naquele porta retrato velho, sei que coloca aquele cd que tem escrito na capa “nossas musicas mô” sempre que vai para o trabalho. Por mais que você tem fugir, sei que uma parte de mim ainda está dentro de ti e isso te machuca só por ainda pensar tanto em mim. Sei que você apagou meu numero da sua discagem rápida, que mandou todos os teus amigos parar de falar meu nome, eu sei que você tenta me excluir de todas as maneiras da sua vida, mas algo ainda te prende a mim.
Sem nem perceber me fiz refém de um amor que logo se acabou. Acostumei-me com os teus mimos e carinhos, com o teu jeito ignorante e sarcástico, me prendi a ser totalmente dependente de você. Você quase se tornou meu oxigênio. Perdoa-me se o amor que te dei foi pouco, mas por um tempo eu vivi por ti, digo, eu respirava por você, eu te amei, te desejei e sonhei com você durante toda a noite. Eu te quis como ninguém, eu me entreguei, esqueci amigos e até o meu cachorro só para cuidar de você. Eu me entreguei!
Tá chovendo dentro de mim quase que um temporal. O que vou fazer agora sem o teu amor? Garoto, reveja teus conceitos, reveja teus pensamentos, eu sei que a “nossa” chama ainda se apagou por completo, reveja o nosso “nós”. Ninguém nunca te desejará como eu desejei, ninguém nunca te amará como eu amei. Eu tô aqui, aguardando você batendo na minha porta com uma caixa de bombons, tô aqui deitada ouvindo as nossas musicas esperando os teus beijos de boa noite, tô aqui olhando nossas fotos e relembrando os nossos sorrisos meigos a espera que eles se tornem a nossa futura realidade. Eu tô aqui guri, tô aqui por você.
Acabou.
Então é isso, acabou. Não tem mais briga, não tem mais lágrima, não tem mais decepção, não tem mais esperança alguma, não tem mais nós, mesmo ainda ter restado vestígios, mesmo ainda sendo eu e você, mesmo apesar de tudo. Mas esquece, eu não volto mais, não volto mais pros teus braços dizendo que sinto tua falta e que te quero de novo, de novo e de novo, não volto a falar com você fingindo que nada tenha acontecido, não volto a fingir que não me importo com esse teu jeito, não volto pra acreditar nas tuas palavras, não volto pra você. Simplesmente não resta nem 1% de tudo que éramos, de tudo que tínhamos. Acabou. Nunca pensei que falaria isso, muito menos pra você, nunca pensei que o fim fosse ser desse jeito, igual aos outros. Nunca pensei que fim seria mesmo fim. É tão difícil te dizer adeus e deixar aqui tudo que restou e seguir em frente sem você. É tão difícil dizer que tudo que nós passamos, é simplesmente passado, passado e nada mais. Que tudo isso foi embora e não nos resta mais nada. Mas digo com convicção e sem medo: Acabou. Eu juro que vou tentar me recompor dessa falta que você me fez e ainda faz, juro que daqui á um tempo não lembrarei nem de seu nome, nem da cor do seu cabelo, nem do seu sorriso, da sua voz, da sua risada, não lembrarei de nós. Nada mudará, apesar de saber que tudo estará diferente. Pensando bem, nunca fomos feitos um para o outro, e nunca iremos ser. Nossas medidas são erradas, e mesmo minha boca tendo o perfeito encaixe na tua, eu não tenho o perfeito encaixe em ti, mesmo tendo e não tendo ao mesmo tempo. Nós nunca vamos pertencer completamente um ao outro, sempre ficaremos nesse meio-termo de ir ou ficar, sempre seremos desse jeito errado e torto. Então, quero te dizer que falo isso pra que você entenda que acabou, acabou. Simplesmente cansei. Cansei de passar noites em claro pensando em você, cansei dessas nossas ligações sem sentido, cansei de passar horas discutindo por você, cansei de sempre acabar voltando pra esse ciclo vicioso entre nós, cansei de sempre procurar encontrar uma esperança, mesmo que pequeno para mim e você, cansei dessas nossas indiretas uma para o outro e cansei mais ainda de ter de repetir todos os dias que não quero mais continuar nesse nosso lengalenga, cansei das nossas idas e vindas, eu cansei. Eu preciso de algo estável, de algo concreto e sólido. E cá entre nós, você não é nada disso. Eu te amo com todas as minhas forças possíveis, mas acabou.
sábado, 7 de abril de 2012
Sinto tua falta
E onde está agora? Meu telefone não está tocando mais. E quando toca, não é você. Eu sinto falta sabia? Digo, de nós, do que éramos, você se tornou uma droga viciante, e como todo viciado, eu nunca irei sobreviver com essa abstinência de nós. Sinto falta do seu hálito fresco fazendo cócegas no meu pescoço, sinto falta de mergulhar no mistério dos seus olhos ofuscantes. Sinto falta da tua voz, do teu cheiro, do teu jeito errado de dizer as coisas certas, sinto falta do teu caminhar, sinto falta desse sentimento de vazio que me tira do sério, sinto falta de você sussurrando no meu ouvido, sinto falta de sentir sua falta e esperar você chegar pra vir conversar comigo. Sinto falta de ir procurar você, e ir falar contigo. Sinto falta do que iríamos ser, ou sonhávamos em ser. Sinto falta do que costumávamos ser. Pode-se dizer que sinto falta até mesmo das brigas, dos gritos, das lágrimas. Sinto falta de segurar a tua mão quando sentia medo, ou frio. Mas, eu não deveria sentir nada disso. Eu que desisti, não foi? Eu que fui embora sem aviso prévio, eu que te machuquei. Eu que te fiz sofrer, te decepcionei. E quebrei todas as tuas expectativas ao não ser o que você mais esperava. Desculpe-me por isso, desculpe por não ter dito ‘adeus’. Por ter ido sem avisar. Você sabe eu odeio despedidas, odeio qualquer coisa que me faça ir embora, e eu não suportaria dizer-lhe um adeus se quer, doeria mais que o suportável. Perdoe-me. Mas, e se eu dissesse adeus, sei que olharia nos meus olhos e me pediria para ficar, e eu ficaria. E ficar, seria outro erro gigantesco. Não suporto. Não consigo e não sei como viver com essa falta de você, sem a sua presença. E não aguentava mais toda aquela dor inquietante, que você inconscientemente, provocava. E você sabe como eu sou, não sabe? Sim, eu sou egoísta. E não iria suportar te ter pela metade, não te ter por completo. Então, você sabe o quanto odeio metades, e irei te repetir isso quantas as vezes for preciso. Sou egoísta, já lhe disse. Confesso que o teu amor me fez louca, complexada, e me fez tornar-se estúpida. Me fez desistir, a empinar o nariz e dizer “foda-se”. E eu, pensava que você precisava de mim, assim como eu precisava de você. Pensava que nunca iria me abandonar e nunca iria me deixar partir. Mas o amor me enganou também. O amor não me ensinou que as pessoas podem aprender a viver sem outras, substituindo-as. O amor não me ensinou a como te substituir, como preencher o vazio que você deixou. E o amor não me ensinou a viver sem você. Eu queria olhar bem fundo nos teus olhos e te perguntar se o que eu fiz, foi certo, e queria que me respondesse que tudo irá ficar bem. Mas a verdade é que nada vai ficar bem. Eu não posso mudar o passado, muito menos o futuro. Mas não consigo evitar, o passado me assombra. Porque me faz lembrar você, me faz lembrar nós. Eu acreditava que poderia viver sem você, sem nós. Agora percebo que, talvez, eu nunca te supere por inteiro. Mas creio que não existe o tal para sempre que tantos falam, certo? Ou talvez eu só queira me convencer de que não existe. É tudo tão confuso, tão embaralhado. Meus sentimentos estão perdidos, e no meio dessa confusão toda, o meu coração chora. Ele grita por você, pelo seu toque, pelos seus beijos. Mas eu não vou voltar atrás, não vou regredir e dizer que sinto tua falta, porque você riria de mim, riria das minhas atitudes tolas, e riria por ainda amar você. Mas eu só vou seguir em frente, como eu sempre fiz, sorrindo, brincando, vivendo, ignorando essa dor e tentando te esquecer, e tentando passar despercebida por essa falta que você me faz. Sei que outras lhe faria mais feliz, mais completo, mas você é o único que me faz sentir assim. O teu toque é o único que conheço, o teu beijo é o único que vale a pena. Lábios doces que sempre tiveram aquele gosto de menta, hoje já não me tocam mais. Eu fico insistindo pra te ter aqui, porque no fundo eu desejo que o seu lugar sempre seja ao lado do meu. E quando eu te vejo partindo, se afastando de mim, minha vontade é gritar ‘volta aqui, seu lugar é comigo’. Mas temo de gritar isso, e você continuar andando, como se eu fosse apenas uma velha lembrança que insiste em ficar no teu ouvido. Ficar com você é algo terrivelmente complicado, brigas e discussões são tão constantes, que as vezes ficávamos calados só para não destruir o momento. Você é um erro, sim. Um erro que eu cometeria todas as vezes que aparecesse em minha frente. Porque eu sempre lhe confessei o quanto sou atraída por frustrações. Somos a maior frustração da minha vida. Daríamos certo um dia, mas não hoje. Eu grito por você, mas você só sussurra que é melhor assim. Eu não sei o quanto consigo suportar sem ti. O meu limite está perto. Sei que as lágrimas já não caem tanto, mas a dor aumenta a cada dia. Eu sinto muito por ser assim. Cada célula do meu corpo te queria também. Mas parece que para você é mais fácil ignorar a dor que causa em mim, do que entender o quanto necessito da tua presença. Ainda preciso do seu sorriso. Ainda desejo o seu beijo. E infelizmente não sei o que fazer para que tudo isso passe. Apesar de achar que nunca vai passar.
Sou confusa, te avisei lembra?
E eu, fico aqui fingindo que não me importo e que não sinto sua falta. Negando pra mim mesma que não me incomodo com a tua ausência. Dizendo que não preciso de você, e que me viro muito bem sem tua presença, sem você. Deixando toda dor temível de lado. Confessa, eu não disfarço bem, não é? Você me conhece como ninguém e sabe o quanto nunca deixo claro o que se passa comigo. Mas a verdade é que eu nunca quis que isso acontecesse, digo, ter deixado você partir sem mais nem menos, sem motivos. Mas sei que foi tudo culpa minha, em parte é minha sim, não nego. É só que, eu amo demais, sabe? Eu gosto de todo mundo, mas amo quase ninguém, e você sabe o quanto sou inconstante e mudo de comportamento toda hora. Te odiei com todas as minhas forças, te amei mais ainda. Senti, senti muito. Senti mais do que deveria. Te forcei a desistir, a ir embora, a renunciar tudo, a não prosseguir mais, a parar no meio do caminho, e retornar a estaca zero. Te deixei exausto de mim. E você se desgastou, e perdeu todo o seu brilho, toda aquela sua alegria interna. Se você tentasse compreender o meu silêncio, se você entendesse o grito de ajuda que meus olhos transmitem. Mas você não escuta, não é? Você não entende, e se não quer me ajudar, só vai embora, por favor. Não fica e complica mais as coisas, não me deixe mais confusa do que já estou. Eu não preciso disso, não preciso de mais um problema na minha vida. Não preciso de mais uma pessoa que eu tenha que fingir que está tudo bem. Porque você sabe de cor e salteado de que não está tudo bem, e já que, não consegue entender minha confusão, vai embora de uma vez, e não me deixa nesse meio-termo de ir ou ficar. Portanto, eu não posso mais perder meu tempo com alguém que não se importa. Ou que não aparenta se importar. Eu só te trouxe aflições e mais aflições. Uma mistura de dor e amor. Confuso, não? Não fiz e não faço por mal, tentei me proteger dessa nossa oposição, tentei sair ilesa, enquanto não percebia o que realmente havia acontecido. Tinha te perdido. E a “ilesa” aqui, foi a que mais se machucou. Te tratei com dureza, enquanto por dentro continuava sendo essa fragilidade em pessoa. Devo realmente ser masoquista, criei uma bagunça dentro de mim, e uma confusão interna de pensamentos estúpidos do tipo “foda-se, eu não ligo”. Idiota, não? Sim, sou uma idiota por ainda me preocupar com você, e ainda ousar em te escrever. Sabe qual é o problema? Eu me prendo nessa história fantasiosa de que poderíamos, e podemos dar certo. Enquanto estou completamente enganada. Feri-me completamente e te magoei em dobro. E produzi essa desordem em volta de mim, de nós. Nos perdemos, perdemos o rumo, o destino, a direção. E aqui estamos, sem saber mais o que fazer, como agir, o que falar, e se devemos ou não insistir em nós. Não digo que não vivo sem você, eu vivo. Mas posso dizer com certeza que viveria melhor contigo. Me desculpe por deixá-lo assim, tão instável, destruído, dilacerado, em fragmentos doloridos. Mas, bom, eu te avisei, não? Te avisei que iria te decepcionar e que só iria te fazer sofrer, agora eu vou entrar em um processo de recomposição, irei recolher os teus fragmentos e colocar tudo em seus devidos lugares, outra vez.
quinta-feira, 5 de abril de 2012
Deixem seus orgulhos de lado,e vão a luta.
Pega no telefone e liga-lhe, não tens nada a perder. Diz-lhe que tens saudades dele, que ninguém te faz tão feliz, que os teus dias são secos, frios e áridos, como um deserto imenso, sem oásis nem miragens, sempre que não estão juntos. Pega no telefone e liga-lhe. Se ele não atender, deixa-lhe uma mensagem. Ou então escreve-lhe uma mensagem a dizer que queres estar com ele. Não te alongues nem elabores, os homens nunca percebem o que queres deixar cair nas entrelinhas. Tens de ser clara, directa, incisiva. E não podes ter medo, porque o medo é o maior inimigo do amor. Cada vez que deixares o medo entrar-te nas tuas veias, ele vai gelar-te o sangue e paralisar-te os nervos, ficas transformada numa estátua de sal e morres por dentro. A vida é uma incógnita, hoje estás aqui, amanhã podes ficar doente, ou cair-te um piano em cima quando fores a andar na rua. Ainda há pessoas que atiram pianos pela janela, sabias? Nunca se sabe como será o dia de amanhã, por isso não percas tempo: pega no telefone e liga-lhe. Tenho a certeza que ele te vai ouvir, tenho a certeza que ele te vai ajudar, tenho a certeza que ele, à sua maneira - e é tão estranha a forma como os homens gostam de nós - ainda gosta de ti. Mesmo que já não te ame, ainda gosta de ti, como tu vais aprender a gostar dele, quando a vida te obrigar a desistir deste amor. Ele está longe, mas olha por ti por entre memórias, presentes e flores. À noite, entre sonhos alterados pelo álcool, tu apareces-lhe na cama e ele volta a sentir o cheiro da tua pele e volta a amar-te com todas as suas forças. Ainda que não acredites, tu viverás para sempre nele, tal como ele vive em ti, na memória das tuas células, num passado que pode ser o teu escudo, mesmo que não seja o teu futuro. Pega no telefone e liga-lhe. Fala com ele de coração aberto, diz-lhe que o queres ver, chora se for preciso, pede-lhe que te diga se sim ou se não. Se for preciso, por mais que te custe, pede-lhe para te escrever a palavra não, para que possas realmente perceber. Pede-lhe uma resposta para o teu coração. Mais vale saberes que acabou tudo do que viveres com as laranjas todas no ar, qual malabarista exausto, sem saberes nem como nem quando elas vão cair. Mais vale chorar a tristeza de um amor perdido do que sonhar com um oásis que se transformou numa miragem. Pega no telefone e liga-lhe. Liga as vezes que forem precisas até conseguires uma resposta, a paz de uma certeza, mesmo que essa certeza não seja a que desejavas ouvir. Mas não fiques quieta, à espera que a vida te traga respostas. A vida é tua, tens de ser tu a vivê-la, não podes deixar que ela passe por ti, tu é que passas por ela. E quando todas as laranjas caírem, apanha-as com cuidado, guarda-as num cesto e muda de profissão. O circo é para quem não tem casa nem pais, não é vida para ninguém. Guarda as laranjas num cesto, leva-as para casa e faz um bolo de saudades para esquecer a mágoa. E nunca deixes de sonhar que, um dia, tal como eu, vais encontrar alguém mais próximo e mais generoso, que te ensine a ser feliz, mesmo com todas as pedras que encontrarem no caminho. Larga as laranjas e muda de vida. A vida vai mudar contigo.
Preciso de você
Só de pensar em te perder, calafrios me dão. Como posso imaginar alguém que tanto amo, em outros braços? Como posso imaginar-te amando outro alguém, a não ser eu? Como posso imaginar o nosso futuro, se comigo você não quer tê-lo? Como posso imaginar uma vida feliz ao seu lado, se somente irrelevância tu me dás? Desculpe por esse amor exagerado e pra lá de estranho. É um amor imensamente maior que eu, e sem saber, ele me domina; sem saber, ele me comanda; me controla. Um amor completamente imenso, que posso ter a certeza de que muitos almejam um igual. Desculpe por querer-te demais, e desejar o seu amor em troca… Mas quando se ama, o esperado é ser recíproco. Eu, sinceramente, não posso fazer-te me amar da mesma forma. Eu não posso fazer-te querer deixar tudo de lado, para somente me dar atenção. Eu não posso trancar a porta e deixar-te para fora. Desculpe, mas desejo-te mais que nunca, e esse amor, é completamente banal, eu sei! Esse amor, é completamente ridículo… Assim como eu. Que me sinto ridículo por te amar tanto. Esse amor, é completamente platônico, creio. Esse amor, é completamente único, e sem você, não consigo me completar. Desculpe por encher-te de abobrinhas, e ficar-te torrando a paciência… Mas é que pra mim, sua opinião de muito importa, e com certeza, é a que mais sigo. Provavelmente esse amor não seja completamente único. Eu sei, eu posso ver que, em algum lugar dentro deste seu coração, há um pingo sequer de amor. Então, o regue. O cultive. Faça-o crescer a cada dia. Ainda escuto aquela música que tanto me faz lembrar de você. E ao lembrar, a saudade escorre pelo olho, e de certa forma, tudo que eu quero é você.Perdoe esse meu amor meloso e completamente clichê e trivial. Perdoe esse meu amor chiclete. Perdoe-me por querer-te tanto, tanto, tanto. Minhas sinceras desculpas… Mas bem que você poderia poupar-me de perdões e chegar logo.
Vejo em seus olhos, a luz que me ilumina e me guia diante de tanta escuridão. Se você não sabe, todo tempo eu estive aqui, e sempre estarei. Algumas vezes, sua voz soa como uma canção, que pra mim, me dá calma. Para o resto da minha vida, desejaria você comigo. E sem pensar duas vezes, concordaria que esse meu amor, é completamente louco e insano. Se você não sabe, me sinto em casa quando falo com você. Me sinto deitado no sofá, assistindo tv ou lendo algum livro. Me sinto fazendo o almoço ou lavando a louça. Me sinto em casa quando sua voz e sua atenção são voltadas totalmente a mim. Me sinto seguro e completamente protegido, diante de tamanha hipocrisia. Se você não sabe, viveria todos os dias da minha vida ao seu lado, e claro, todos seriam felizes. Ficaria feliz ao amanhecer e ao anoitecer. Quando acordasse ou quando dormisse. Dormiria feliz… Me sinto como se estive só, mas ao mesmo tempo, me sinto em um ônibus lotado e com pessoas suando. Às vezes te quero. Às vezes te quero mais longe… Mas diariamente, te quero perto. Perto. Perto. Perto, e mais perto ainda. Unha e carne. Com você, sinto como se ainda existisse vida e salvação em algo que jamais poderia imaginar. Você me dá segurança e uma esperança que jamais poderia ter sobre algo. Você me leva, e me traz de novo. Deixa saudade, e um pouco do seu amor. Vai, e torna à voltar… Às vezes esquece de ficar, porque provavelmente, meu bem… O meu amor seja bem maior que o seu. Diante de tamanho amor, o que me resta dizer é: como o amar é idiota.
Quero lhe contar
Quero contar-te todos os meus medos. Quero dizer-te todos os meus receios e mostrar-te todos os meus pontos fracos. Quero cair e mostrar-te que não me sei levantar sem ti. Quero demonstrar-te o quanto te amo e provar-te que é verdadeiro. Quero correr campos de flores de mãos dadas contigo, até ficar sem fôlego, e depois de controlar a respiração, deitar-nos íamos na relva húmida onde nos perderíamos em beijos e palavras doces. Quero trocar ideias futuristas como os nomes dos nossos filhos ou a igreja onde casaríamos, apesar de casar não constar nos nossos planos. Quero mais amor, mais “amo-te” mais “não consigo descrever o que sinto”. Quero aquela sensação de paixão ofegante no meu peito, como se não houvesse amanhã e mundo fossemos só eu e tu. Quero que sejamos um só. Quero que discutamos as nossas férias e se vamos comprar carro ou mota. Quero ser livre de te ter só para mim! Quero mais momentos, menos saudade. Quero-te de volta e quero que substituas o buraco negro em que o meu coração se alojou. Quero nunca mais ver dias negros, quero ver-te aqui, abraçado a mim. Quero voltar a dormir nos teus braços e sentir que nada me vai abalar. Quero que os dias de cada vez mais falta de esperança acabem, e que essa esperança se torne na realidade de te ter como sempre tive. A única contradição será sempre aquela de ser uma questão de querer no singular. Desejo, e continuarei desejando a sua presença e os momentos que em minha mente foram tão planejados. Continuarei lutando por um amor meio platônico e com noventa e nove por cento de ser não-recíproco. Ainda tenho esperança de que voaremos ao infinito e que dançaremos na chuva quando o tempo vier a ficar ruim… Ainda tenho esperança de que nadaremos em um mar de amor e afagos. Deitaríamos na beira da praia e tomaríamos um banho de sol. Ficaríamos vendo os pássaros cantando e sobrevoando sobre o nosso céu de algodão-doce, e o vento seria a nossa toalha. Seria uma bela história, repleta de amor e talvez uma bela fábula. Sentaríamos em uma pedra, discutindo sobre quem ama quem; sobre qual amor é maior, tomando um suco natural. Acabaríamos em risadas, e eu passaria a te odiar, mas voltaria a amar depois de alguns minutos. Queria que fosse verdade. Queria que fosse como na pré-história: faziam pinturas nas paredes das cavernas, almejando que o que desenhassem, no outro dia, seria verdade. Queria que existisse essa mágica de acontecer milagres… Principalmente no amor.
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