
Ela era menina dos cabelos lisos e castanhos que aos olhos dele mudavam de textura conforme o vento. Tinha salto alto e por mínimo detalhe que seja tinha um coração. E ele? tinha lá seus grisalhos chamativos e uns vintages quadriculados que chamavam a atenção dela, e sem deixar-se passar digo logo que ele também mantinha coração. Menina tão risonha e tolinha que acreditava nas suas horas iguais; pegava seu caderno e ia direto escrever sobre a tortura do seu dia, como se não bastasse tirar próprios suspiros ao olhar o caminhar do garoto em sua escola… não que isso seja uma tortura, mas ela sabia que conter vontades e era sim, uma tarefa difícil. Ele conhecia bem os bons sentimentos dela, e se possível, até negativamente. Estudar não era seu maior forte, não por falta de interesse, mas é que tomava seu tempo a pensar nela, a tão sonhada perfeitinha pra si; e ela tinha receio de gente, humano, e achava tão simples não ter. Noutro dia ele sorriu… pensaste que aquele sorriso não era apenas um sorriso de simpatia, tinha sim seu lado: ‘to me envergonhando porque acho que é amor’. e ela respondeu desviando o olhar assustado e o riso dentre os lábios: ‘ele me ama ou estou sonhando?’. Tinha amor? tinha, e não era de semana passada ou coisa parecida; era amor de vista, passagens, tudo, menos de conversas. Porque tão assim? Porque era simplesmente necessário cuidar sabe? Cuidar sem falar nada… Silêncio as vezes é bom, mesmo que, eles não se continham ficar no silencio… Namoravam sim, iam atrás do casebre no fim da rua porque tinham problemas com os pais, passeavam no shopping de mão dadas, beijinho na testa, abraços antes do fim da noite e tipica relação correspondida, entende? Mas nem sempre foi mar de rosas e dias ensolarados entende também? Não digo que continha briga, mas ah sim, continha orgulho… sei lá… será que era tanto amor em vão? será que era tanto sentimento vazio? Fica martelando sabe… mas ah meu Deus.. se um dia voltarem, só lhe peço juízo, pois a maquiagem dela depois ficou borrada e ela tinha pintado seu cabelo de loiro, e ele largou seu traje xadrez e se embebedou.(Texto de Matheus. Um amigo meu.)
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