"Bom, não vou mentir. Eu leio sim o que você escreve nas suas redes sociais. Ainda presto atenção em cada palavra sua, pra ver se você mudou seu jeito de falar ou se mudou seu jeito de ser. Acredita que eu consigo perceber como você está só pelo modo como digita? Sim, eu consigo. Queria encontrar defeitos ruins em você, mas para mim, seus defeitos que te fazem perfeito, porque são seus. Sabia que eu peguei a mania de ter os mesmos defeitos que você? Pra mim são qualidades. Peguei a sua mania de digitar; agora digito igualzinho a você: Os mesmos erros, as mesmas palavras, as mesmas risadas. […] O que me mata não é ter acabado. O que me mata é essa incerteza de ler o que você escreve e não saber se é pra mim ou se é pra alguma ex sua. O que me mata é ler “Eu ainda te amo”, “Quero seu mundo como lar” e não saber ao certo se é pra mim, se é comigo que você está falando indiretamente. Eu finjo que não leio, finjo que não me importo, mas quer saber? Estou pouco me fudendo. Tenho que deixar meu orgulho de lado, tenho que te dizer que quero te ver denovo, que preciso de você e que eu não te esqueci, afinal, eu te disse que meu amor por ti seria eterno. Mas quando a gente se viu pela última vez, eu lembro de cada palavra sua… “Amor também acaba”. Não, não acaba. Paixão acaba, amor é eterno, e eu me lembro de você dizendo que me amava.Será que devo correr atrás? Será que você me ama, mas não admite? E se você ainda me amar? E se… Duas palavras que eu não suporto… Palavras de incerteza. Não aguento a incerteza, não aguento essa indecisão. Ou é sim, ou é não. O engraçado é que estou escrevendo sozinha, você não vai ler isso. A menos que… A menos que eu deixe meu orgulho alí no cantinho e te diga tudo que eu sinto. Tudo que eu ainda sinto. Que tudo que te falei era real. Você é tudo pra mim, meu bebê. Irônico, não? Você é mais alto que eu, mas é meu bebê. Sim, ainda é. […] Parece que não, mas eu ainda lembro das nossas conversas, ainda lembro das nossas risadas, e principalmente: Ainda lembro do seu rosto, do seu cabelo, da sua mão, de cada feição sua. Você dizia que era feio. Eu ria e discordava. Você é tão lindo, por que ainda diz isso? Eu sei que ainda diz porque eu leio. Ainda lembro de tudo em você. Com você sinto paz, Você é meu porto seguro, seu bobinho. Eu ainda te amo muito, viu? Ah, quer saber? Foda-se o orgulho! Vou dizer que te amo e que não te esqueci. Que nossas brigas a gente ignora e finge que não aconteceu. Se tudo aquilo que você escreveu for pra mim? Não vou ficar nessa dúvida que me mata aos poucos. Vou perguntar. Vou dizer tudo que penso sobre nossa briga besta, tudo que penso sobre você, tudo que penso sobre mim, tudo que penso sobre esse ano inteiro que ficamos separados… Vou te dizer tudo que penso sobre nós."

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