Eu escrevo pra alguém, pra mim, para o desconhecido e para o mais íntimo. Eu escrevo pra alguém que não está em lugar nenhum e está em todo lugar. Eu escrevo pra alguém que está em qualquer esquina embriagado da vida e sóbrio do viver. Eu pra alguém que me observa de longe e sabe dos meus jeitos, trejeitos e ama meus defeitos. Eu escrevo pra alguém que me odeia e que me deseja morte.
Eu escrevo pra dar o abraço intangível. Pra provar o beijo que não existe. Escrevo pra alguém que nunca vou ver. Ou talvez eu encontre ocasionalmente e tomemos um café pós-expediente, e discutamos sobre poesia e sobre o clima. E depois deixamos a mudez da distância nos calar com um olhar. Escrevo pra alguém que gosta das mesmas musicas que eu. Eu escrevo pra alguém que eu queria passar toda eternidade ao lado.
Eu escrevo pra eternidade existir e ser eterna.
Eu escrevo pra quem não quero passar um segundo do lado. Eu escrevo pro perfume que não esqueço, pro que não senti.
Eu escrevo pra quem me vê e não me conhece. Pra quem me conhece e não me vê.
Eu escrevo para o fim semana que é o fim. E pra “happy hour” que não é tão happy e nunca dura uma hour.
Eu escrevo pro nada, pra fazer o tudo existir. Eu escrevo sobre a morte pra lembrar-se da vida. Eu escrevo metáfora, a dialética, e todas outras coisas que existem por aí. Eu escrevo pra tudo perder o nexo, até mesmo orgasmo no sexo.
Eu escrevo para a Lua não ser mais um astro, para o brilho das estrelas não serem em vão, para o nascer de o Sol ser poesia.
Escrevo para que minhas palavras se a cada canção que existe. Eu escrevo para as letras arranharem os discos e CDs.
Eu escrevo pra espuma do sabonete ser colorida. Escrevo para nuvens terem sabor e desenhos.
Eu escrevo para andarmos nus de mãos dadas na rua. Escrevo para que as estrofes, poemas, prosas e versos serem o traje.
Eu escrevo para provar que a capa de um livro é multidimensional e não só 3D como as TVs da casa do “povo rico”.
“Eu escrevo pra desapontar o lápis, pra gastar a borracha, pra sujar as páginas do caderno, pra limpar a alma.”
Eu escrevo pra limpar a poeira da alma e borrar as sobras dos olhos com o amor correspondido.
Eu escrevo pra diferenciar e tornar tudo igual.
Escrevo para singularizar o plural e fazer um verso e tornar tudo inverso.
Eu escrevo sozinha para uma multidão. Eu descrevo uma multidão sozinha.
Escrevo para meu egoísmo, meu ego, meu altruísmo.
Escrevo para o desconhecido que contemplo no espelho todos os dias.
Escrevo para os “eus”, tão meus, tão seus, tão nossos, tão eu.

Você escreve e eu vivo, vivo pra te fazer feliz.
ResponderExcluirPerfeita!
Te amo meu amor!
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