quinta-feira, 5 de abril de 2012

Quero lhe contar

Quero contar-te todos os meus medos. Quero dizer-te todos os meus receios e mostrar-te todos os meus pontos fracos. Quero cair e mostrar-te que não me sei levantar sem ti. Quero demonstrar-te o quanto te amo e provar-te que é verdadeiro. Quero correr campos de flores de mãos dadas contigo, até ficar sem fôlego, e depois de controlar a respiração, deitar-nos íamos na relva húmida onde nos perderíamos em beijos e palavras doces. Quero trocar ideias futuristas como os nomes dos nossos filhos ou a igreja onde casaríamos, apesar de casar não constar nos nossos planos. Quero mais amor, mais “amo-te” mais “não consigo descrever o que sinto”. Quero aquela sensação de paixão ofegante no meu peito, como se não houvesse amanhã e mundo fossemos só eu e tu. Quero que sejamos um só. Quero que discutamos as nossas férias e se vamos comprar carro ou mota. Quero ser livre de te ter só para mim! Quero mais momentos, menos saudade. Quero-te de volta e quero que substituas o buraco negro em que o meu coração se alojou. Quero nunca mais ver dias negros, quero ver-te aqui, abraçado a mim. Quero voltar a dormir nos teus braços e sentir que nada me vai abalar. Quero que os dias de cada vez mais falta de esperança acabem, e que essa esperança se torne na realidade de te ter como sempre tive. A única contradição será sempre aquela de ser uma questão de querer no singular. Desejo, e continuarei desejando a sua presença e os momentos que em minha mente foram tão planejados. Continuarei lutando por um amor meio platônico e com noventa e nove por cento de ser não-recíproco. Ainda tenho esperança de que voaremos ao infinito e que dançaremos na chuva quando o tempo vier a ficar ruim… Ainda tenho esperança de que nadaremos em um mar de amor e afagos. Deitaríamos na beira da praia e tomaríamos um banho de sol. Ficaríamos vendo os pássaros cantando e sobrevoando sobre o nosso céu de algodão-doce, e o vento seria a nossa toalha. Seria uma bela história, repleta de amor e talvez uma bela fábula. Sentaríamos em uma pedra, discutindo sobre quem ama quem; sobre qual amor é maior, tomando um suco natural. Acabaríamos em risadas, e eu passaria a te odiar, mas voltaria a amar depois de alguns minutos. Queria que fosse verdade. Queria que fosse como na pré-história: faziam pinturas nas paredes das cavernas, almejando que o que desenhassem, no outro dia, seria verdade. Queria que existisse essa mágica de acontecer milagres… Principalmente no amor.

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